QUANDO OS PAIS SE SEPARAM?

A separação dos pais gera um processo de mudança bastante doloroso para os filhos, implicações emocionais que não devem ser negligenciadas, tais como sentimentos de culpa pelo ocorrido, o luto pela perda da configuração familiar anterior e insegurança quanto a nova rotina familiar a ser estabelecida e vivenciada.
É de extrema importância que os filhos possam compreender que apesar de separados, ambos os pais continuam a exercer sua parentalidade (ser pai e mãe). Por isso é necessário distinguir a relação conjugal (marido e mulher), agora dissolvida pela separação; da relação parental, indissolúvel e que implica numa série de responsabilidades, a fim de garantir o bem estar dos filhos.

Muitas vezes, por conta de conflitos vivenciados pelo casal, que acabaram levando a separação, os pais não conseguem diferenciar esses dois papéis de forma clara, trazendo consequências sérias para a relação com os filhos. Isso fica bem evidente quando um dos pais denigre a imagem do outro para o filho, muitas vezes, até na tentativa de explicar o motivo da separação, aguardando que o filho fique ao seu lado, obrigando-o a se posicionar quanto à separação que é dos pais e não de si próprio.
Outra saída interessante na tentativa de amenizar o impacto da separação para os filhos é se preparar emocionalmente em como tratar essa questão com as crianças, entender suas possíveis reações e como lidar com elas. O casal pode procurar esse tipo de ajuda, após tomada a decisão da separação, através de uma orientação profissional, que pode ocorrer em um único encontro ou quantos forem necessários para esclarecer todas as questões e deixá-los em segurança a fim de lidarem de forma mais assertiva com os filhos.

Vale ainda lembrar que a separação não precisa ser vivenciada como um problema ou fracasso por toda a família. O relacionamento conjugal trouxe vínculos e vivências que os ajudaram a escrever a história pessoal de cada membro dessa família; trouxe também bons “frutos”, o maior deles, seus filhos. Cabe aos pais mostrar aos filhos que a separação não muda o amor, o respeito, a responsabilidade e o cuidado que se tem por eles.

Procurar acompanhamento psicológico pode ser necessário no auxílio da resolução dos conflitos gerados pela separação para que os interesses próprios da criança não sejam prejudicados.

Gisele C. dos Santos – Psicóloga Clínica
CRP:06/66937

 

CRISTIANY RAINHO MENDONÇA

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